“Se eu disser para vocês que o inferno existe, acreditem, pois eu
estava mergulhada nele, de corpo e alma, num espaço sombrio e frio, bem
interno do ser, dos pés à cabeça, sem tempo, sem luz, nem descanso e
afogava-me, a cada segundo, num oceano de matéria viscosa que roubava
até minha ilusória alegria”. Assim começa uma carta que está circulando
na internet e que seria uma psicografia de um médium ditada pela cantora
Cássia Eller, morta no dia 29 de dezembro de 2001, aos 39 anos, após
sofrer quatro paradas cardíacas.
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Show de Cássia Eller no Circo Voador. Foto: Júlio César Guimarães O
Lar de Frei Luiz, renomado centro espírita localizado no bairro de
Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, confirmou que, de fato, a carta foi
psicografada no local. Segundo o presidente, Wilson Pinto, a mensagem
foi recebida por um médium na noite de 7 de maio, durante uma reunião de
dependência química.
- Não é a primeira desse tipo que recebemos.
Já recebemos do Chorão, do Cazuza... é verdadeira. O que não é de nosso
costume é a divulgação dessas psicografias, é um assunto interno da
casa, não deveria ter vazado - ressaltou o presidente, acrescentando que
não chegaram a avisar para a família da cantora sobre a carta,
procedimento padrão no centro espírita. Suposto espírito relata período no “umbral”
Na
mensagem, Cássia relata o período em que passou no “umbral”, lugar de
expiação para o espírito em regeneração, segundo a doutrina espírita. O
termo ficou bastante conhecido após o filme “Nosso Lar”, baseado na obra
homônima escrita através de psicografia pelo médium Chico Xavier.
“Perguntava-me porque ali estava se nada fizera por merecer tão infeliz
destino, depois de ser expulsa do corpo de carne através do uso maciço
de drogas. A dúvida assaltava-me os raros momentos de raciocínio menos
desequilibrado e as crises de abstinência trancavam todas as portas que
dariam acesso à saída daquele campo de penitência de espíritos rebeldes e
viciados como eu”, diz um trecho.
Depois de alguns anos no
“umbral”, conforme descrito na carta, o espírito da cantora teria
encontrado a paz. “Despertei numa tarde serena, num campo verdejante e
calmo. Não acreditava no que via, pois tudo, agora, parecia um sonho…
Percebi, ao longe, o canto de uma ave que insistia em acordar-me daquele
pesadelo no qual já me acostumava a viver”, relata a mensagem. Nesse
local de calmaria, Cássia teria encontrado Cazuza, a quem se refere como
“ídolo”, que teria cantado uma canção para a amiga.
A cantora se apresenta no Rock in Rio 3. Foto: Alaor Filho No
fim da psicografia, o suposto espírito de Cássia diz que foi
reconduzido para um “hospital”, onde se recupera de “traumas e
cicatrizes” que criou: “as lesões que provoquei foram muito graves,
passei por várias cirurgias espirituais e soube que minha próxima
encarnação será dolorosa e expiarei asma, deficiência mental e
tuberculose. Mesmo assim, estou reunindo forças para estudar, pois
sempre guardamos, no inconsciente, todos os aprendizados conquistados”.
Além disso, afirma que reencarnará em uma “comunidade carente no
interior do Brasil” e que passará “por muitos revezes”, para despertar
nela “o valor da vida do espírito na pobreza e na doença crônica”. Carta divide opiniões entre espíritas
Segundo
o diretor de marketing da Federação Espírita Brasileira, João Rabelo,
não é possível ter certeza se a mensagem foi, de fato, transmitida pela
cantora.
- Como dizia Chico Xavier, “o telefone toca de lá para
cá”. O espírito que toma a iniciativa de mandar a mensagem, o médium
funciona como um correio. Não dá para saber se o espírito está se
passando por outro - explica, destacando que médiuns mais experientes,
como Chico Xavier, têm mais facilidade de identificar os espíritos.
Rabelo
explica que todas as cartas psicografadas passam por uma triagem, feita
por um dirigente durante reunião mediúnica. Segundo ele, caso seja
percebido que ela é de grande importância, a carta é enviada para a
direção do centro espírita, que divulgará se achar conveniente. Para
Rabelo, o cárater, a seriedade e a pureza do trabalho do médium são
determinantes durante a avaliação. Além disso, segundo ele, a mensagem
deve estar dentro dos padrões da codificação espírita, baseada no
evangelho de Jesus.
O presidente da Rádio Rio de Janeiro, de
conteúdo espírita, Gerson Monteiro, por sua vez, defende que é possível
identificar a veracidade de uma mensagem psicografada através da análise
da linguagem e da assinatura do espírito. Mas que, no caso da Cássia
Eller, é mais difícil saber, pois “ela não era escritora e não tinha um
estilo próprio de escrever”. Além disso, Monteiro diz que a linguagem do
espírito pode determinar se ele é superior, inferior ou mediano, ou
seja, se tem ou não uma elevação espiritual.
Monteiro destaca que é
comum chegarem mensagens apócrifas, ou seja, que não é do autor a que
se atribui. Segundo ele, o conhecimento da doutrina espírita pelo médium
lhe dará grande segurança, o que não impede que ele fique sujeito a
equívocos. “A Cássia era o Cazuza de saias”
Em
um dos trechos, a mensagem cita Cazuza, morto em 1990, aos 32 anos.
“Alguém me tocava, de leve, os ombros e chamava-me pelo nome, como se me
conhecesse há muito tempo. Eu identifiquei aquela voz e “temia” olhar
para trás e confirmar minha impressão auditiva, era Cazuza todo de
branco, como lindo enfermeiro, de cabelos cortados bem curtos e estendia
suas mãos para que eu levantasse, caminhasse e conversasse um pouco em
sua companhia”, diz o trecho.
A artista na época do lançamento de disco com canções de Cazuza. Foto: Zeca Fonseca Apesar
de ter achado o trecho da carta “muito bonito”, Lucinha Araújo, mãe de
Cazuza, diz que não acredita em psicografia. Segundo ela, desde que
Cazuza morreu, há 25 anos, já recebeu uma enxurrada de cartas atribuídas
a ele, mas, em nenhuma delas, o reconheceu.
- A Cássia e o Cazuza
se gostavam muito. Falava muito com a Cássia porque ela gravou dois
discos só com músicas do Cazuza e eu dei palpites. Ela era uma gracinha,
gostava muito dela. E sempre me disse que era louca por ele. A Cássia
era o Cazuza de saias - lembra Lucinha.
O EXTRA entrou em contato
com a ex-companheira de Cássia Eller, Maria Eugênia Martins, que não
quis comentar o assunto por se tratar de "uma questão muito pessoal”.
Ouça a entrevista com Lucinha Araújo:
Leia a carta que seria de Cássia Eller na íntegra:
"Se
eu disser para vocês que o inferno existe, acreditem, pois eu estava
mergulhada nele, de corpo e alma, num espaço sombrio e frio, bem interno
do ser, dos pés à cabeça, sem tempo, sem luz, nem descanso e
afogava-me, a cada segundo, num oceano de matéria viscosa que roubava
até minha ilusória alegria… Naquele lugar não havia luz, somente nuvens
cinza e chuvas com raios e trovões, gritos estridentes e desesperados,
gemidos surdos, pedidos de socorro, lágrimas, desalento, tristeza e
revolta…
Preciso descrever mais as cenas dantescas de animais que
nos mastigavam e, em seguida, nos devoravam sem consumir nossos corpos;
se é que posso dizer que aquilo, que sobrou de mim, era um corpo humano.
queria fugir para bem longe dali, mas tudo em vão, quanto mais me
debatia no fluido grudento, mais me afundava e, quando alcançava, de
novo, a superfície apavorante, mãos e garras afiadas faziam-me submergir
naquele líquido pastoso e mal cheiroso.
Dragões lançavam chamas
de suas bocas sujas e nos queimavam, machucando e estilhaçando a pouca
consciência que me restava da lembrança de minha estada no corpo físico,
neste planeta azul. Guardiões das trevas olhavam atentos seus presos e
vigiavam todos os movimentos realizados naquele imenso espaço de
sofrimentos, dores, lamentos, depressões, angústias e arrependimentos
tardios… O ar era ácido e provocava convulsões diversas.
Perguntava-me
porque ali estava se nada fizera por merecer tão infeliz destino,
depois de ser expulsa do corpo de carne através do uso maciço de drogas.
A dúvida assaltava-me os raros momentos de raciocínio menos
desequilibrado e as crises de abstinência trancavam todas as portas que
dariam acesso à saída daquele campo de penitência de espíritos rebeldes e
viciados com eu.
Os filmes de horror que assisti, quando
encarnada, estariam ainda muito distantes dos padecimentos, pânicos,
pavores e temores que ficariam para sempre registrados na minha memória
mental, os piores dias que vivi até hoje, como joguete e marionete de
forças que me escravizavam o ser, debilitado, fraco, desprovido de
energias, suja, carente e chorosa.
Não me lembrava do que
acontecera comigo… Quando o medo é maior que as necessidades básicas, a
mente fica encarcerada num labirinto hipnótico e “torporizante” de
emoções truncadas e desconectadas da realidade… Assemelha-se a um
pesadelo sem fim, sempre com final trágico e apavorante. Quando
conseguia conciliar um pequeno tempo de sono; era imediatamente desperta
por seres que me insultavam e xingavam, acusavam-me de suicida maldita e
jogavam-me lama misturada com pedras… Insetos e anfíbios ajudavam a
traçar o perfil horrendo dos anos que passei no umbral. Preciso escrever
estas palavras para nunca mais me esquecer: “Com o fenômeno da morte,
nós não vamos para o umbral, nós já estamos no umbral quando tentamos
forjar as leis maiores da criação com nossas más intenções e tendências
viciantes”.
Tudo fica registrado num diário mental que traça nosso
destino futuro, no bem ou no mal. O umbral não fora criado por Deus;
ele é de autoria dos espíritos que necessitam de um autêntico e genuíno
estágio educativo em zonas inferiores, onde poderão se depurar de suas
construções aleijadas no campo dos sentimentos e dos pensamentos
disformes, mal estruturados e mal conduzidos por nossa
irresponsabilidade, de mãos dadas com a imensa ignorância que nos faz
seres infelizes e distantes da tão sonhada paz de consciência.
Após
alguns anos umbralinos, despertei numa tarde serena, num campo
verdejante e calmo. Não acreditava no que via, pois tudo, agora, parecia
um sonho… Percebi, ao longe, o canto de uma ave que insistia em
acordar-me daquele pesadelo no qual já me acostumava a viver; a morrer
todos os dias… Seu canto era uma música que apaziguava meu coração e
aguçava meus pensamentos na lembrança de como fui parar ali naquele
campo gramado e repleto de árvores. Consegui sentar-me na relva e ao
olhar todo aquele espaço natural, deparei-me com milhares de outros
seres como eu, nas mesmas condições de debilidade moral, usufruindo,
agora, de um bem que não merecia, mas vivia ! Todos nós dormíamos e
fomos despertos com música e preces em favor de todos os presentes…
A
maioria era de jovens e adultos, poucos idosos e centenas de
enfermeiros que olhavam atentos para nossos movimentos no gramado. Com
seus olhos serenos, projetavam em nós a mansidão e a paz tão esperadas
por nossos corações enfermos, débeis e carentes de atenção, de afeto e
carinho.
Alguém me tocava, de leve, os ombros e chamava-me pelo
nome, como se me conhecesse há muito tempo. Eu identifiquei aquela voz e
“temia” olhar para trás e confirmar minha impressão auditiva, era
Cazuza todo de branco, como lindo enfermeiro, de cabelos cortados bem
curtos e estendia suas mãos para que eu levantasse, caminhasse e
conversasse um pouco em sua companhia. Não consegui me levantar, porque
uma enxurrada de lágrimas vertia dos meus olhos, como nascente de rio
descendo a montanha das dores que trazia no peito. Meu ídolo ali estava
resgatando e cuidando de sua fã, debilitada e muito carente. Ele cantou
pequena canção e tive a capacidade de avaliar o que Deus havia reservado
para aqueles que feriam suas leis e buscavam consolo entre erros
escabrosos e desconcertantes.
A misericórdia divina sempre
conspira a nosso favor, nós desdenhamos do amor divino com nossas
desatenções e desequilíbrios das emoções comprometedoras, que arranham e
esmagam as mais puras sementes depositadas no ser imortal. aprendi
palavras boas ! Somente agora enxergo que sou espírito e que a vida
continua e precisa seguir o curso natural das existências, como na
roda-gigante: hora estamos aqui no alto; hora estamos aí embaixo
encarnados. Daqui de cima, parece ser mais fácil compreender porque
temos de respeitar as leis e descer num corpo físico para, igualmente,
quando aí estivermos, conquistarmos, pelo trabalho no bem, a lucidez que
explica porque há a reencarnação, filha da justiça divina.
Após
um tempo no campo reconfortante, fui reconduzida para um hospital onde
me recupero até hoje dos traumas e cicatrizes que criei no corpo do
perispírito. As lesões que provoquei foram muito graves, passei por
várias cirurgias espirituais e soube que minha próxima encarnação será
dolorosa e expiarei asma, deficiência mental e tuberculose. Mesmo assim,
estou reunindo forças para estudar, pois sempre guardamos, no
inconsciente, todos os aprendizados conquistados. Reencarnarei numa
comunidade carente no interior do Brasil e passarei por muitos reveses,
para despertar em mim o valor da vida do espírito na pobreza e na doença
crônica. Peço orações e a caridade dos corações que já sabem o que
fazem e para onde desejam chegar. Invistam suas forças e energias
espirituais em trabalhos de auxílio ao próximo e serão, naturalmente,
felizes. Obrigada por me aceitarem como necessitada que sou!"
Toda conquista interna representa
dentro de nós o florescimento da ascensão. Não vamos confundir com
vitórias profissionais. Conquistas internas são laboratórios que fazemos
no dia a dia para efetuarmos a transformação necessária em nós mesmos.
Quem não se vê, não consegue modificar ou efetuar as devidas correções
em sua alma.
A Terra é uma escola e nela podemos alcançar o burilamento das nossas
almas sem nos violentar, pois o que a alma requer é somente sabedoria e
libertação.
Fui por esse caminho sem revelar a ninguém. Todos os dias me olhava como
ser que poderia melhorar não somente a minha velocidade física, mas a
interna. Esse processo se acelerou muito mais quando tive uma visão
cósmica da figura amorosa do próprio Cristo.
Não foi uma visão demorada, mas Ele se
mostrou dentro de mim e me senti realmente imperfeito para aquele
momento. Contudo, eu tinha um caminho a percorrer, que não era das
pistas sinuosas de nenhum autódromo, mas do meu autódromo particular.
Tinha realmente, de superar-me e também de me surpreender com as
vitórias alcançadas. E assim, minha alma seguiu livre sem nenhuma trava.
Deixava-me devanear pensando como
seriam os jardins de Deus em Suas moradas. Acho que minha alma me dizia
para ter pressa em relação a esse campeonato interno, o que com certeza
me favoreceu mais tarde a adaptação na minha nova morada.
Alguém me mostrava distante os planos verdes de Deus e em fração de segundos me sentia muito mais integrado a realidade divina.
Entretanto, achava-me imperfeito para comentar tais experiências. O fato
é que cada dia me tornava mais leve e mais gente, mais ser. Era um
sentimento muito forte que me fazia devanear em certos momentos.
Hoje sei que era uma preparação e um treinamento que minha alma necessitava passar.
O fato é que quando aqui cheguei dormi bastante para que não me
ressentisse com a saudade e com o choque daqueles que acreditavam em mim
e que me amavam.
É mesmo um susto muito grande você se
ver fora do corpo físico. Quanto a mim parecia que eu já sabia o que
estava predestinado à minha pessoa em relação ao que aconteceu.
Fui muito preparado pela bondade do Senhor de nossas vidas através dos Seus intercessores.
Após a recuperação eu fiquei curioso
com relação aos jardins mágicos, coloridos e diversificados de Deus que
via rapidamente, em minha mente quando estava na Terra.
Quis comprovar. É lógico que perguntei primeiro se eu era merecedor, ao
que me foi confirmado. Foi uma experiência que me marcou pela emoção da
comprovação. Realmente, eram bem mais belos e muito mais concretos,
perfumados. Rosas, miosótis, lírios, cravos e mais outras rosas que não
existem na Terra. Ajoelhei-me reverenciando os jardins de Deus. Aquele
era um presente que jamais ganhei na Terra!
A vontade de servir, agradecer, era forte. Emoções que se misturavam dentro do meu ser.
Nessa perfeita oportunidade conheci
meu Anjo Guardião que somente se tornou visível quando presenciei as
flores plantadas nos terrenos espirituais de Deus!
Que belo é o Anjo que me acompanhou a vida inteira e que me transportou
sempre a uma conduta amiga e respeitável frente a todos que conviveram
comigo na Terra.
Chorei sem lágrimas agradecido à vida, ao momento e antecipadamente, a todas as alegrias que viveria após aquele instante!
Não poderia deixar de lhes falar dessa inigualável experiência, pois o
recebimento desse troféu coroou de paz e Luz o meu espírito que viverá
para sempre, como Ayrton Senna, ou simplesmente, como obra da criação
divina feita para o amor incondicional aqui em Seu Plano ou em outro
ensejo quando voltar à Terra para missão maior de amor à humanidade,
pois para isso me preparo a cada dia.
Ayrton Senna é uma etapa passada e muito abençoada. No futuro serei
José, Manoel ou João, mas procurarei seguir o que minha essência deseja:
“Amar muito a mim mesmo, a Deus e a humanidade que precisa de auxílio e
encorajamento para sua evolução, e junto, a própria evolução do planeta
Terra não em velocidade, mas com consciência de que a vida é o maior
troféu em Luz imorredoura que teremos em mãos para todos os séculos.”
Sou grato ao Divino Criador, ao Cristo, a Santa Mãe e a todos aqueles
que juntos buscam ajudar aos nossos amigos e irmãos cujas almas na Terra
continuam enfermas e infelizes.
Rogo ao Pai o ensejo de voltar em
comitiva à Terra juntamente, com amigos benevolentes que sempre descem
somente para lhes ajudar.
E nessa oportunidade agradeço de joelhos também à amada madre Teresa de
Calcutá com quem tive o privilégio de conviver na Crosta terrestre, em
missão saneadora da Terra, a quem devo muito aprendizado pela doçura do
seu coração e pelo amor que continua transmitindo, não somente aos
pobres de dinheiro, mais aos pobres e enfermos de espírito.
Todo meu amor à minha família térrea e à minha família universal.
Psicografia: “Os jardins dos planos de Deus”. Canal: Francyska Almeida. Julho de 2007 – Fortaleza/Ceará – Brasil.
Leia abaixo pelo médium Nelson Moraes no dia 23 de março de 2002 e atribuída ao espírito de Raul Seixas. O médium lançou dois livros inspirados pelo espírito Zílio, "Um Roqueiro no Além" e "Há Dez Mil Anos".
“Frente à realidade que me surpreendeu, a metamorfose agora é outra! A Sociedade Alternativa não acontece no embalo dos sonhos mal sonhados, nasce na individualidade daqueles que vivem na real.
Vivi como um cometa que passa e causa espanto, não consegui ajustar-me na órbita que poderia sustentar-me na trajetória rumo a felicidade que sonhei para mim e para os outros. Porém, ainda não apaguei, vou continuar entre a luz e a sombra, procurando minha própria luz em constante metamorfose.
Voltei sem alarde, faço da mente do médium o meu telégrafo para revelar ao mundo das ilusões a verdadeira Sociedade Alternativa, que nos aguarda no universo infinito e que deve ser construída no universo íntimo de cada um, aí e agora.
Depois de atravessar os vales escuros da dor e do sofrimento, minha visão ampliou-se e pude compreender que aqueles que buscam afogar suas ansiedades e frustrações nas drogas químicas e alcoólicas são como epiléticos criados artificialmente, os quais sofrem e fazem sofrer. Por isso, vejo-me na obrigação consciencial de informar aos companheiros que estão a caminho que o sofrimento não pára aí, ele se estende pelos vales espirituais, onde a epilepsia se torna real, processando a duras penas os elementos venenosos inseridos no corpo perispiritual.
Muitas vezes, embalados pelo sonho e pelo lirismo dos poetas e pelo modismo estimulado pela sociedade de consumo, deixamos de enxergar a realidade à nossa volta e buscamos distrair a nossa consciência das responsabilidades inerentes à verdadeira finalidade da vida. Conseqüentemente, alteramos o valor das coisas e os conceitos sobre juventude, lar, família e objetivos, deixando cair vertiginosamente o nosso amor próprio e o amor por aqueles que nos são caros.
Nesse conceito equivocado, tudo se torna lícito, até mesmo o que não convém. Os que viveram esse tipo de liberdade na Terra, como eu, hoje superlotam os vales das sombras à semelhança de larvas, arrastando-se entre o limo e as escarpas dos abismos espirituais, situação que, em alguns casos, pode se prolongar por longos séculos.
Antes de questionar a vida, questione a si mesmo, analise seus conceitos, seus sentimentos, sua gratidão por aqueles que o ajudaram a renascer na Terra e, com certeza, você encontrará uma grande razão para viver e lutar contra o único inimigo que pode derrotá-lo: você mesmo!”
Imagem
Mantenha a fonte ao citar o texto: Raul Seixas: Em carta psicografada, o alerta sobre a Sociedade Alternativa e as drogas?http://whiplash.net/.../curiosi.../209206-raulseixas.html... Follow us: @Whiplash_Net on Twitter | Whiplash.Net.Rocksite on Facebook
"Quando um pássaro está vivo, ele come as formigas, mas quando o pássaro morre, são as formigas que o comem. Tempo e circunstâncias podem mudar a qualquer minuto. Por isso, não desvalorize ou machuque ninguém e nenhuma coisa à sua volta. Você pode ter poder hoje, mas, lembre-se: O tempo é mais precioso do que qualquer um de nós! Saiba que uma árvore faz um milhão de fósforos, mas basta um fósforo para queimar milhões de árvores. Portanto, seja bom. Faça o bem!"
Nosso país passa por momentos incomuns em seu
cenário político, econômico e social, mas, sobretudo, por uma crise sem
precedentes de ordem espiritual, a qual se faz perceber nos desdobramentos do
nosso momento político e na conjuntura socioeconômica na qual estamos todos
inseridos e imersos.
Não podemos ignorar as palavras de Allan Kardec
ao registrar que “de ordinário, são eles [os espíritos] que vos dirigem”.[1] Sob esse pensamento, que traduz a
realidade da vida nos bastidores de todas as ações humanas, sabemos que as
dificuldades enfrentadas pelo povo brasileiro não são somente da parte daqueles
que detêm o poder ou que o veem fugir de suas mãos. Nós enfrentamos, neste
momento, um dos casos mais graves de obsessões complexas num âmbito
generalizado em nossa nação. O país passa por uma crise espiritual na qual as
forças da oposição ao progresso culminaram com a derrocada de valores e
conquistas do povo brasileiro, afetando, em grande medida, as instituições
públicas. Tudo isso levando-se em conta que, desde os bastidores da vida,
espíritos representantes das sombras, das trevas mais ínferas, têm manipulado
suas marionetes — políticos, homens públicos, empresários e homens do povo,
desde as pessoas mais comuns até aquelas que em alguma grau detêm poder ou
liderança sobre a multidão e, ainda, as que formam opinião e são capazes de
influenciar a situação reinante — a qual, a cada dia, agrava-se a passos
claros.
Não podemos desconsiderar que a arma da qual se
utilizam os representantes das trevas deste século é eficiente o bastante para
minar as forças daqueles que querem acertar, pois formam quadrilhas, grupos de
poder para os quais é mais importante sua manutenção no poder, a qualquer
custo, do que o bem-estar do povo e das instituições que zelam por nosso futuro
promissor como nação.
Não nos esqueçamos de que, por trás de homens,
estão as hostes espirituais da maldade, que fazem de tudo para saquear os
cofres públicos, solapar a economia, fraudar, corromper os valores éticos,
assim roubando do povo brasileiro o sono de sossego ou a fé em dias melhores. A
estratégia dessas entidades consiste, em larga medida, em promover a desgraça
daqueles homens e daquelas instituições que ainda acreditam e representam o
bem, a honestidade, a retidão de caráter e os valores que nos tornaram, ao
longo dos séculos, a grande nação que somos. É a política das trevas, por meio
de suas marionetes encarnadas, a deturpar tanto o significado quanto a razão
mesma da ética e de valores nobres e sadios mediante o assassinato da fé do
povo, alardeando uma visão populista ao mesmo tempo que encobre sua verdadeira
face de estandarte do mal e das forças da escuridão.
Estamos em plena guerra espiritual, na qual o
campo de batalhas está cada vez mais próximo de nós, de nossas famílias, de
nossas vidas. Não mais podemos pensar num tempo de tranquilidade ou de aparente
segurança, pois ninguém está seguro diante dos lobos travestidos em peles de
ovelhas com seus discursos preparados para enganar e levar a multidão a erro.
Em troca, deixam as migalhas caírem de seus cofres particulares, ou dos cofres
e das contas bilionárias das quadrilhas que tomaram de assalto e aparelharam o
governo, o país e as instituições que deveriam nos representar.
Mas não estão sós esses homens que assim agem.
Como marionetes das forças das trevas, eles representam um forte aparato de
guerra que é utilizado a fim de retardar o progresso e fazer com que as
instituições do bem sejam afetadas diretamente, pela força, a arrogância, as
mentiras e as pretensões das quais se valem para fazer afundar o barco da nação
brasileira.
A política faliu; os homens públicos faliram;
muitas empresas sucumbiram mediante o abuso daqueles que tentam dominar a
qualquer custo, e, inclusive, muitos homens de bem, muitas pessoas de boa
vontade, iludidas, deixaram-se levar pelas promessas vãs, pelas políticas
públicas populistas, com seu idealismo patético a distribuir suas migalhas, que
ainda hoje retêm a população mais sofrida na situação de dependência crônica
dos programas forjados para iludi-la, visando à ignorância do povo acerca do
que se comete nos bastidores. Misérias e bolsas oportunistas são oferecidas à
gente pobre mas também aos ricos, enquanto lobos vorazes pilham a economia e
buscam se manter disfarçados de ovelhas no comando de uma das maiores nações do
planeta.
Não nos enganemos, meus amigos, pois não estamos
lutando “contra a carne e o sangue”, mas, como disse o apóstolo Paulo, “contra
os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste
século, contra as hostes espirituais da maldade”.[2] Em outras palavras, a guerra não é
contra homens, apenas; com efeito, é de ordem espiritual. Nosso discurso não é
meramente político, mas de convicção espiritual da realidade dos seres trevosos
com os quais lidamos. Quem é incapaz de perceber a gravidade da hora, o
estiramento das convicções e o assalto aos valores em pleno curso, deve-se
indagar, honestamente, se sua visão já não está comprometida pelos feiticeiros
da hipnose vigente, pelos artífices da derrocada da nação brasileira, dos dois
lados da vida.
Por isso, hoje não nos resta uma alternativa
plenamente confiável, embora vislumbremos a possibilidade de modificar esse
panorama, dando um novo rumo ao nosso futuro. Se, por um lado, não se apresenta
alguém que reúna condições genuínas e plenas de representar a nação e o povo
brasileiro fazendo frente a esta marca da corrupção que avassala desde Brasília
até a base mesma da sociedade — isto é, o povo comum —, pelo menos nos resta a
alternativa de optarmos por uma ética ou, quem sabe, pela possibilidade de
mudar, uma vez que o horizonte não nos aponta um líder ou uma liderança isenta
de chances de perpetuar o erro. Ou, mais modestamente: diante do quadro
dramático em que se vê a nossa nação, errar menos já seria de muito bom grado
diante do extremo a que chegaram os representantes eleitos democraticamente
pelo nosso povo, iludido pelas promessas, as mentiras e as ideologias de um
governo dos mais corruptos que a história do Brasil já conheceu. Diante de tamanha
manipulação mental, hipnótica e sensorial empregada por aqueles que formaram a
quadrilha que nos governa desde os bastidores do Palácio da Alvorada até os
bastidores da vida, sem dúvida errar menos já significaria grande avanço.
Nosso momento é grave, não somente
economicamente, mas espiritualmente falando. Sobretudo do ponto de vista
espiritual, pois sabemos, com o mínimo de perspicácia e observação, que forças
ocultas estão em plena concentração na tentativa de afundar o barco da nação
brasileira, sobre a qual já foi dito, um dia, que deveria ser o coração do
mundo e a pátria do Evangelho.
Segundo podemos constatar, o coração está
parando; está enfermo e precisando urgentemente de uma cirurgia moral, ética e
espiritual. E é raro que um processo cirúrgico não cause apreensão e seja
indolor.
Em caráter emergencial, precisamos nos irmanar em
oração, todos os que de alguma maneira querem o bem do povo brasileiro.
Precisamos pedir a Jesus que tenha misericórdia dos filhos desta terra e das
lideranças e dos representantes do povo, mas que também sustente os esforços
daqueles poucos que resistem e querem acertar; dos que militam em defesa da
ética, da justiça, do desmascaramento dos lobos que enganam e enganaram a
multidão num momento frágil de sua fé no futuro e utilizaram do poder de
barganha para comprar com promessas levianas aqueles que não souberam e ainda
não sabem distinguir entre a ovelha e o lobo — este, o bando que governa,
distribuindo migalhas em troca de votos e popularidade. Quem sabe, clamar para
que os cidadãos sejam capazes de discernir e identifiquem quem deseja ajudar
educando e objetiva, de fato, libertá-los da miséria, da servidão da
consciência e da ignorância. Precisamos nos reunir em oração, mesmo aqueles que
de alguma maneira ainda se deixam levar pelas promessas que já se mostraram
vazias e pelo idealismo disseminado em nome desta política desumana, que com
certeza não tem sua origem nos dirigentes espirituais da nação, mas nas hostes
da maldade, nos representantes da escuridão que estão encastelados nos corações
daqueles que, em troca do sofrimento do povo brasileiro, tentam dominar e
perpetuar-se no poder a qualquer custo.
Nosso convite é para orarmos, juntarmos nossas
energias e possibilidades espirituais, e não somente vibrações, para que nos
pronunciemos cada vez mais. Que tenhamos a coragem de sair de nossos lares, de
ir às ruas, de nos manifestar pelo bem e pelo direito, pela vitória da ética e
da dignidade. E não falo aqui a favor ou contra partidos políticos, mas a favor
do bem, da justiça e das conquistas de nossa nação.
Que possamos descruzar os braços, sair do
comodismo diante dos acontecimentos, tentando de alguma maneira nos pronunciar
a fim de não darmos ainda mais razão ao pensamento de que, se o bem não domina,
é porque “os bons são tímidos”[3] — ou fracos. Sem que se ergam os
cristãos como dantes se ergueram perante as arbitrariedades dos ímpios, que
culminaram nos circos romanos da Antiguidade; sem que nos mexamos e façamos a
nossa parte — muito mais do que simplesmente rezarmos e pedirmos ajuda ao Alto,
sabendo que todos somos a ajuda que o Alto envia para agir no momento de crise
—; sem isso, se não agirmos e formos proativos, seremos apenas uma voz rouca
que, aos poucos, será silenciada em meio à multidão dos que sofrem e do poder
dos marginais a serviço da escuridão. Seremos apenas miseráveis, escondidos em
nossas casas de oração, batendo no peito a clamar socorro, escondidos com medo
de nos mostrar em nome da causa do bem pela qual todos deveríamos nos expor e
mostrar que, juntos, podemos muito mais!
Não se acanhem, não se iludam. Estamos em plena
guerra espiritual, e, numa guerra, onde estarão os representantes de um reino
em tudo superior aos reinos falidos dos homens e dos representantes das
sombras?
Oremos, sim, rezemos mais ainda, mas sobretudo
nos posicionemos, em nossas redes sociais, em nosso círculo de ação, em nossas
famílias, no trabalho e na sociedade, enquanto é tempo — antes que seja
levantada a bandeira da escuridão a substituir a do bem no seio do Brasil.
Esteja de que lado estiver, defenda você qualquer ideologia que defender,
qualquer partido político ou religião, saiba que você não está fora dessa luta
e, se não se posicionar urgentemente, será arrastado pelo caudal das lutas e
provações que já se avizinha da gente brasileira, ocasionado pela política
desumana e sombria dos seres das trevas e de seus representantes políticos no
mundo.
Relembrando o pensamento de Edgard Cayce, numa de
suas profecias modernas: nenhuma instituição, nenhuma família, ninguém ficará
isento de passar pelas lutas e pelas provações coletivas que se abaterão sobre
a nação neste momento grave de provas a que serão submetidos o povo brasileiro
e o mundo em geral.[4] Portanto, em nome do bem, em nome da
justiça, em nome da ética e da sobrevivência de nossa nação, dos valores morais
e das conquistas sociais, em nome de Jesus, que representa a política divina do
Reino, convocamos você a se pronunciar, a se mostrar, a mostrar a sua cara e
sair do comodismo de sua poltrona; a sair às ruas e gritar, falar, divulgar nas
redes sociais que nós, os que acreditamos num mundo melhor, não compactuamos
com a situação, a posição e as atitudes de franco desequilíbrio espiritual, social,
político, tampouco com o desrespeito como vem sendo tratado o povo brasileiro
nos últimos tempos. Precisamos formar um feixe de varas, estar juntos, embora
não fundidos, mas, sobretudo, precisamos nos unir no propósito de enfrentar as
hostes da maldade instaladas em Brasília e nos bastiões do poder em todo o
território brasileiro. A bandeira do bem e da justiça urge ser hasteada, e os
bons, os que dizem representar o bem, precisam sair de seu ostracismo e mostrar
que realmente representam uma política divina, e não a política humana marcada
pela corrupção dos valores e da fé.
Robson Pinheiro pelo espírito Tancredo Neves, na
companhia dos espíritos José do Patrocínio e Getúlio Vargas
Belo Horizonte, 04/08/2015
___________________________
[1] kardec,
Allan. O livro dos espíritos. 1ª ed. esp. Rio de Janeiro: feb,
2005. p. 306, item 459.
Precisamos aprender a cuidar do outro para cuidar-se. Muitos encaram o cuidar-se como egoísmo, mas cuidar-se é evolução.
O
equilíbrio é a base de todo ser: assim como eu cuido, devo cuidar de
mim. Se não estou bem, não teria boas luzes para transferir.
Se
proteger é o primeiro degrau do autocuidado, é a prevenção para que o
que não nos faça vem possa se manter afastado ou se desfazer frente a
iluminação que a benção proporciona a cada ser.
Acreditar no seu poder de abençoar-se e proteger-se é de suma importância para a iluminação ser maior.
Abençoem-se,
sintam o amor que temos por todos vocês, sintam a gratidão de muitos
irmãos que se alegraram com seus sorrisos, os momentos de atenção
dedicados e suas palavras, sintam a alegria de ter a oportunidade diária
de ser feliz.
Levem essas alegrias e
selecionem algumas imagens... sejam elas de filhos, pais ou amigos, mas
imagens de alegria para lembrar no momento de tristeza ou inquietação.
Assim
como a foto dos filhos ou da família na mesa de trabalho nos dá força
para enfrentar os desafios do trabalho, tenham imagens que lhes lembrem
de abençoar-se constantemente, se pôr na bolha de energia, iluminar-se,
proteger-se.
E hoje a benção, o passe
é de vocês para vocês, de nós para nós... nós somos capazes, nós temos a
luz divina que nos protege, basta abrirmos o coração para a luz se
dissipar, basta nos abençoarmos para nos engrandecer.